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MOLLY







Nome científico:- Poecilia sphenops- Poecilia latipinna- Poecilia velifera
Nome Comum: -Molinésia Negra; Molinésia Mexicana, molly (Poecilia shenops);-Molinésia ; Molly; Molly barbatana-de-vela (Poecilia latipinna);-Molinésia; Molly velifera (Poecilia velifera)
Ordem: Cyprinodontiformes

Origem: -Poecilia sphenops: América Central e parte da América do Sul, mais especificamente Venezuela, Colombia, Panamá e Sul do México-Poecilia latipinna: Vírginia do Sul, Flórida, Texas, Carolina e MéxicoPoecilia velifera: espécie originária do México

Habitat: -Poecilia sphenops: No seu habitat natural estas mollys podem ser encontradas em rios, lagos e estuários, da Venezuela ao México, preferindo zonas litorais de baixas altitudes com temperaturas entre os 20 e os 25ºC. Apesar de serem frequentemente encontradas nestes ambientes, em determinados momentos podem também ser vistas no mar devido à sua elevada resistência à salinidade.- Poecilia latipinna: São frequentemente encontradas em rios, sapais, estuários, pântanos e outros cursos de água com águas calmas do Sul da Carolina até ao México. Tal como as outras espécies, preferem zonas com uma vegetação mais densa e ricas em plantas flutuantes para se protegerem dos predadores.-Poecilia velifera: Vivem em ambientes mais quentes do que as espécies acima mencionadas, habitam águas com temperaturas entre os 25º e os 28ºC no México.

Tamanho em adulto: -Poecilia sphenops: é a mais pequena das três espécies, os machos rondam os 6cm e as fêmeas os 9cm.-Poecilia latipinna: atingem cerca de 10cm, sendo as fêmeas maiores do que os machos.-Poecilia velifera: apesar de no seu habitat natural poderem atingir os 18cm, em aquários geralmente não ultrapassam os 12cm.


Comportamento: São peixes pacíficos (embora os machos possam ser um pouco agressivos) e activos. Passam grande parte do tempo a limpar as algas dos vidros e da decoração, devido à necessidade de componentes vegetais na sua alimentação.


Aquário: O tamanho do aquário vai depender essencialmente do tipo de molly e do tamanho que atingem na idade adulta. Tendo em conta que a maioria dos peixes comercializados são hibridos e que não atingem os mesmos tamanhos esperados no seu ambiente selvagem, aconselho um aquário de 40litros no mínimo para um trio destes magníficos peixes, contando também com espaço para alguns dos seus descendentes. É conveniente o aquário ter algumas plantas, principalmente se se pretender reproduzir esta espécie de forma a que os alevins se possam esconder. Também é importante ter uma iluminação razoável, ligada algumas horas por dia, de modo a facilitar a proliferação de algas pois estas são um importante suplemento vegetal para os peixes.


Água: pH: entre 7.0 e 8.0 (ideal de 7.2 a 7.4), dH: 10 a 20, Sal: aconselha-se a adição de uma colher de chá de sal por cada 15l de água no aquário (devem ter-se em conta as outras espécies de peixes presentes no aquário pois nem todas toleram esta adição de sal)


Temperatura: Apesar de suportarem outras temperaturas, é aconselhável mantê-los a temperaturas entre os 22ºC e os 27ºC. A temperatura irá acabar por influenciar as suas taxas metabólicas e quanto mais alta esta for (dentro de determinados limites) mais rapidamente os alevins se irão desenvolver e menor será o tempo de gestação das fêmeas, mas em consequência a longevidade do peixe também será afectada podendo este ter uma vida mais curta.


Alimentação: Tratam-se de peixes omnívoros, aceitam muito bem vários tipos de comida e é importante terem uma alimentação o mais variada possível. Para além de ração seca, podem lhes ser dados alimentos vivos e até mesmo papas caseiras. Algas e alimentos vegetais assumem um papel determinante na sua alimentação. Como os alimentos que estes peixes consomem são os mesmos que os guppies consomem, é aconselhável a leitura destes dois artigos referentes à alimentação (estão mais direccionados para os guppies, mas aplicam-se a muitas outras espécies).

Dimorfismo Sexual: A principal diferença o facto de a a barbatana anal do macho sofrer uma transformação, dando origem ao gonopódio, o seu órgão sexual, que é um pequeno espigão. Já as fêmeas possuem a sua barbatana anal triangular. Outra diferença, talvez menos visível é o facto de a barbatana dorsal do macho ser maior do que a das fêmeas. Para além disto, comparando machos e fêmeas da mesma idade, geralmente as fêmeas são maiores.


Reprodução: Apesar de serem encarados como peixes vivíparos, esta trata-se de uma espécie ovovivípara, os embriões desenvolvem-se dentro de ovos, no interior da progenitora sem que existam trocas de substâncias entre eles, passado o tempo de gestação os alevins nascem já completamente formados. Começando do início, é conveniente ter duas ou mais fêmeas por cada macho existente no aquário, uma vez que este estará constantemente a persegui-las e assim, ao dividir as atenções por várias fêmeas, não leva nenhuma à exaustão. O macho possui um gonopódio, o seu órgão sexual, que se movimenta em quase todas as direcções que permite a inserção de esperma na fêmea. Este esperma é utilizado para fertilizar os óvulos e o restante é armazenado nos ovidutos para ser posteriormente utilizado (por isso é que mesmo sem a presença de macho, as fêmeas podem engravidar até 7 ou 8 vezes apenas com o esperma armazenado). Os embriões vão desenvolver-se no interior da progenitora, alimentando-se das substâncias nutritivas presentes nos ovos durante cerca de 5 a 9 semanas, este período de tempo pode variar consoante as condições a que os peixes estejam expostos (a temperatura e a quantidade de oxigénio por exemplo). Passado este período de tempo a fêmea irá dar à luz entre 20 a 150 alevins (este número depende de vários factores, sendo a alimentação algo determinante assim como a maturidade da progenitora). Uma das dúvidas mais comuns é como saber se a fêmea está grávida, sendo a resposta sempre muito simples: a fêmea vai estar bem mais gorda e para além disso, dependendo também da cor do peixe, poderá ver-se uma macha escura na zona que se situa acima da barbatana anal. É conveniente ter um aquário com algumas plantas de forma a proporcionar esconderijos para os recém nascidos, pois os pais e os restantes habitantes do aquário, se tiverem oportunidade, vão instintivamente alimentarem-se deles. As melhores plantas para o efeito são aquelas que formam pequenos “arbustos” onde os alevins possam penetrar com facilidade e os outros habitantes não os detectem, as plantas flutuantes também são uma mais valia. Caso não existam refúgios para os pequenotes é recomendado o uso de um aquário maternidade ou até mesmo de uma maternidade de plástico (mas neste caso a fêmea apenas lá deve ser colocada quando o parto já estiver muito próximo). As três espécies apresentam algumas diferenças relativamente ao seu tempo de gestação e à quantidade de alevins a que dão origem. O tempo de gestação da P. sphenops varia entre as 5 e as 10 semanas e normalmente nascem entre 30 a 100 alevins, já a P. latipinna tem um período de gestação que pode durar entre 8 a 10 semanas, mas geralmente nascem menos alevins do que na espécie anterior, referindo-me à P. velifera esta pode dar à luz até 150 alevins passadas 7 a 9 semanas de gestação.

Sociabilidade: Geralmente são peixes sociáveis e podem ser mantidos em aquários comunitários. Outros vivíparos como espadas e platis são bons parceiros para as mollys, não só pelo facto de viverem em águas com parâmetros idênticos mas também por coabitarem pacificamente no mesmo aquário.


Descrição: Após lerem tudo isto ainda se devem questionar acerca das diferenças entre estas três espécies de mollys, por isso nada melhor do que mais algumas características para as distinguir melhor. É necessário ter em conta que a maioria das mollys que encontramos à venda nas lojas resultam de cruzamentos entre várias espécies e de selecções artificiais em cativeiro onde se estão sempre a criar novas variedades, logo esta descrição não é totalmente fiável. 
Poecilia latipinna: A sua barbatana dorsal é caracterizada por ter entre 12 a 14 raios, que depois de estendida parece uma “vela” (daí ser conhecida por molly barbatana-de-vela), sendo este último aspecto mais evidente nos machos do que nas fêmeas. Existem várias variedades com cores que vão desde o preto e azul até ao albino-dourado havendo também a variedade cauda de lira.
Poecilia sphenops: Esta é sem dúvida alguma a mais fácil de identificar uma vez que é a mais pequena das três espécies referidas. Para além do seu tamanho também é possível observar que a sua barbatana dorsal é vulgar. A variedade mais conhecida desta espécie é a molinesia negra, mas também pode ser encontrada noutras cores mais vivas. Foi uma mutação nesta espécie, em cativeiro, que deu origem às mollys balão, no entanto estas apresentam a coluna deformada e a sua esperança média de vida é mais curta devido aos problemas que esta deformação pode causar.
Poecilia velifera: Fazendo referência às suas barbatanas dorsais, estas possuem 18 ou 19 raios, são facilmente confundidas com as da espécie Poecilia latipinna, contudo as barbatanas dorsais das mollys veliferas são mais pequenas e apresentam pequenos pontos luminosos enquanto que as da outra espécie são escuras e rectangulares. Também existem várias variedades desta espécie, podendo ser encontradas em verde azulado, albino, dourado, pôr-do-sol, etc.




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